O Futebol e a Responsabilidade Social em debate no Thinking Football Summit

Painel contou com participações de Iñigo Azcárate Urtasun, Elena Montoro, Marta Simmoncelli, Hubert Rovers e moderação de Jorge Miranda

O Thinking Football Summit 2022 recebeu, este sábado, um painel sobre Responsabilidade Social. “Football as a Game Changer in Social Responsability” reuniu Iñigo Azcárate Urtasun, da Common Goal; Marta Simoncelli, diretora para a Península Ibérica da Scolas Concurrentes, fundação ligada ao Vaticano; Elena Montoro, da Fundação da La Liga; e Hubert Rovers, CEO da EFDN Management. A moderação coube a Jorge Miranda, coordenador da Fundação Benfica.

O poder do Futebol como pioneiro na área da Responsabilidade Social foi o ponto de partida da uma conversa sobre como pode o Futebol atrair atenções para questões urgentes. «O Futebol tem um poder único. Não estamos ainda na velocidade que queremos, devíamos ter agido mais cedo. Mas temos de aproveitar a força única que só o Futebol possui para acelerar transformações. O Futebol cria líderes que mobilizam a sociedade», afirmou Iñigo Azcárate Urtasun.

«O Futebol une as pessoas. É um meio único e universal, que nos permite combater a exclusão social e questões de identidade de género. O maior problema é a visibilidade. Precisamos de estar mais próximos dois agentes desportivos. A Responsabilidade Social tem de ser um dos objetivos dos Clubes e das administrações», acrescentou a representante da Fundação da La Liga.

Hubert Rovers, CEO da EFDN Management, destaca a estratégia das organizações, como a UEFA, e confia na educação das novas gerações de jogadores para obter maior visibilidade. «Hoje as gerações estão a ser formadas nas academias e educados para estas questões», considerou Hubert Rovers.

Marta Simoncelli, da Fundação Scholas, considera «o desporto essencial para educar os mais jovens, uma ferramenta fantástica.» Todo o painel foi unânime em reclamar maior visibilidade em matérias de Responsabilidade Social. «Os Clubes estão disponíveis e atentos. O problema está na falta de visibilidade ainda de uma matéria que não atrai a comunicação social. É um caminho», resumiu Jorge Miranda.

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