Campanha Emergência Alimentar angariou mais de 1.4 milhões euros

O BPI | Fundação “la Caixa” lançou, no dia 21 de maio, uma campanha de solidariedade, cujo objetivo foi apoiar e ajudar a Rede de Emergência Alimentar, do Banco Alimentar Contra a Fome, que em tempo de pandemia, luta contra os milhares de pedidos de famílias carenciadas.

Esta campanha angariou na última semana 1,4 milhões de euros em donativos para disponibilizar alimentos básicos a milhares de famílias portuguesas afetadas pela crise da pandemia de Covid-19.

O objetivo desta ação solidária foi responder, de forma excecional, à emergência social que resulta da crise sanitária. Só no último mês, mais de 16 mil famílias pediram apoio direto ao Banco Alimentar.

“A adesão a esta campanha foi uma extraordinária demonstração de solidariedade”, refere a Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome e da ENTRAJUDA, Isabel Jonet, que fez questão de expressar um “agradecimento aos milhares de doadores, voluntários e empresas e instituições que apoiaram a Rede de Emergência Alimentar ".

A Fundação do Futebol – Liga Portugal associou-se a esta causa solidária, de forma a divulgar e promover a iniciativa, através dos Embaixadores da Liga Portugal. A campanha de angariação de donativos contou ainda, com o apoio institucional da RTP e da Federação Portuguesa de Futebol.

A campanha “Emergência Alimentar” confirmou, uma vez mais, que os portugueses são solidários e estão sempre presentes nos momentos a que são chamados a ajudar. Esta foi uma campanha de rádio e televisão, difundida pela RTP, que angariou mais de 1,1 milhões de euros. 

Como funciona a Rede de Emergência Alimentar

Em termos práticos, a Rede de Emergência Alimentar permite a inscrição das necessidades (pelos próprios, familiares, amigos ou quaisquer outros) numa plataforma informática, facilitando o encaminhamento para um ponto de entrega de alimentos próximo da sua residência (IPSS ou autarquia que faça a acreditação/referenciação). Um corpo de voluntários, devidamente protegidos, realizarão em horário e local definidos o transporte das refeições confecionadas ou dos produtos para os pontos de entrega ou para as residências das pessoas carenciadas mais fragilizadas, garantindo o abastecimento e envolvendo as estruturas já existentes e canais já montados.

Antes da crise pandémica, os Bancos Alimentares, presentes em 21 pontos do país, apoiavam 380 mil pessoas, através de parcerias com para mais de 2.600 instituições acompanhadas na sua atividade. A estas, acrescem hoje mais 60.000 pessoas afetadas pela Covid-19, num apoio alimentar prestado a mais de 4% da população portuguesa.  

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