9 de Setembro de 2023


“Os nossos avós foram escravos, os nossos pais arranjaram emprego e nós, hoje, palestramos no maior evento de Futebol da Europa”

Combate ao Racismo no Futebol em evidência no Arena Stage, com participação de Helton Arruda, Marcos Senna, Mauro Silva e Euler Victor

“Os nossos avós foram escravos, os nossos pais arranjaram emprego e nós, hoje, palestramos no maior evento de Futebol da Europa”. Foi desta forma (brilhante) que terminou o painel recebido pelo Arena Stage, ao início da tarde, onde esteve em debate um dos temas mais fraturantes da atualidade: o combate ao racismo e o papel que as grandes figuras podem desempenhar nesta missão.

Num painel moderado por Adalberto Almeida, CEO da Squadra Unique Sports, Helton Arruda, Embaixador da Liga Portugal, Marcos Senna, Embaixador da LaLiga, Mauro Silva, Vice-Presidente da Federação Paulista de Futebol, e Euler Victor, Presidente da Mover Futebol, proporcionaram uma reflexão profunda sobre como os líderes e ícones do Futebol podem inspirar mudanças positivas, promover a diversidade e a inclusão, desafiando, assim, os estereótipos e estigmas que persistem neste desporto global.

“Quando se fala de diversidade e inclusão, falamos de uma sociedade mais justa. Tento contribuir para melhorar o Futebol brasileiro, não só o masculino, mas também o feminino. Temos feito um trabalho muito interessante. Criámos o Comité de Inclusão e de Integridade para fomentar a diversidade nas competições e nas organizações, sobretudo com campanhas para consciencializar as pessoas na democratização das oportunidades”, disse Mauro Silva, em videoconferência, numa visão igualmente corroborada por Marcos Senna:

“Nem nos meus melhores sonhos acreditava chegar onde cheguei. Nasci na periferia de São Paulo e, por isso, já parti uns metros atrás, mas foi possível. Tive algumas referências quando era pequeno, entre as quais o Mauro Silva, e com muita luta, trabalho e dedicação tudo é possível. Tenho uma grande responsabilidade, também devido ao meu passado como jogador, e tento passar sempre o melhor, sobretudo para os jovens.”

Helton, Embaixador da Liga Portugal, deu sequência às intervenções dos seus dois compatriotas, alertando para a necessidade de as pessoas quererem ser ajudadas. “Sinto-me orgulhoso por todo o trajeto que percorri. Atualmente também procuro passar todo esse conhecimento que adquiri e dar as oportunidades necessárias, mas as pessoas também precisam de querer e demonstrar que são capazes de as aproveitar. Muitas vezes, o racismo está na nossa cabeça e, por isso, temos de falar sobre aquilo que somos capazes de fazer, com o principal objetivo de criar uma sociedade mais justa”, explicou.

Por fim, Euler Victor, o autor da frase que inicia este texto, salientou a importância do desporto, em geral, e do Futebol, em particular, no combate ao racismo. “Sou um exemplo de que é possível viver o Futebol, mesmo sem ter sido atleta profissional. O desporto deve ser uma ferramenta de inclusão e transformação. Há várias instituições que combatem o racismo e promovem a equidade, com todas as pessoas no mesmo nível. Atualmente, qualquer negro está qualificado para qualquer cargo, apenas necessitam de oportunidades para demonstrarem o seu trabalho”, finalizou.

9 de Setembro de 2023


“Os nossos avós foram escravos, os nossos pais arranjaram emprego e nós, hoje, palestramos no maior evento de Futebol da Europa”

Combate ao Racismo no Futebol em evidência no Arena Stage, com participação de Helton Arruda, Marcos Senna, Mauro Silva e Euler Victor

“Os nossos avós foram escravos, os nossos pais arranjaram emprego e nós, hoje, palestramos no maior evento de Futebol da Europa”. Foi desta forma (brilhante) que terminou o painel recebido pelo Arena Stage, ao início da tarde, onde esteve em debate um dos temas mais fraturantes da atualidade: o combate ao racismo e o papel que as grandes figuras podem desempenhar nesta missão.

Num painel moderado por Adalberto Almeida, CEO da Squadra Unique Sports, Helton Arruda, Embaixador da Liga Portugal, Marcos Senna, Embaixador da LaLiga, Mauro Silva, Vice-Presidente da Federação Paulista de Futebol, e Euler Victor, Presidente da Mover Futebol, proporcionaram uma reflexão profunda sobre como os líderes e ícones do Futebol podem inspirar mudanças positivas, promover a diversidade e a inclusão, desafiando, assim, os estereótipos e estigmas que persistem neste desporto global.

“Quando se fala de diversidade e inclusão, falamos de uma sociedade mais justa. Tento contribuir para melhorar o Futebol brasileiro, não só o masculino, mas também o feminino. Temos feito um trabalho muito interessante. Criámos o Comité de Inclusão e de Integridade para fomentar a diversidade nas competições e nas organizações, sobretudo com campanhas para consciencializar as pessoas na democratização das oportunidades”, disse Mauro Silva, em videoconferência, numa visão igualmente corroborada por Marcos Senna:

“Nem nos meus melhores sonhos acreditava chegar onde cheguei. Nasci na periferia de São Paulo e, por isso, já parti uns metros atrás, mas foi possível. Tive algumas referências quando era pequeno, entre as quais o Mauro Silva, e com muita luta, trabalho e dedicação tudo é possível. Tenho uma grande responsabilidade, também devido ao meu passado como jogador, e tento passar sempre o melhor, sobretudo para os jovens.”

Helton, Embaixador da Liga Portugal, deu sequência às intervenções dos seus dois compatriotas, alertando para a necessidade de as pessoas quererem ser ajudadas. “Sinto-me orgulhoso por todo o trajeto que percorri. Atualmente também procuro passar todo esse conhecimento que adquiri e dar as oportunidades necessárias, mas as pessoas também precisam de querer e demonstrar que são capazes de as aproveitar. Muitas vezes, o racismo está na nossa cabeça e, por isso, temos de falar sobre aquilo que somos capazes de fazer, com o principal objetivo de criar uma sociedade mais justa”, explicou.

Por fim, Euler Victor, o autor da frase que inicia este texto, salientou a importância do desporto, em geral, e do Futebol, em particular, no combate ao racismo. “Sou um exemplo de que é possível viver o Futebol, mesmo sem ter sido atleta profissional. O desporto deve ser uma ferramenta de inclusão e transformação. Há várias instituições que combatem o racismo e promovem a equidade, com todas as pessoas no mesmo nível. Atualmente, qualquer negro está qualificado para qualquer cargo, apenas necessitam de oportunidades para demonstrarem o seu trabalho”, finalizou.


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