“Clubes verdes: um desígnio inadiável”
Prémio de Responsabilidade Social

“Clubes verdes: um desígnio inadiável”

07 Setembro 2023 Tempo de leitura 3 min

No derradeiro painel do 1º Congresso Internacional de Fundações Desportiva, que decorre esta quinta-feira, no Super Bock Arena, no Porto, discutiu-se o lado verde do futebol. Teresa Santos, responsável da área da Sustentabilidade no FC Porto, Jacopo Romeo, Diretor de Comunicação da Udinese Calcio, e Carolina Petterson Ruiz, Diretora Executiva na We Play Green, levaram ao palco o exemplo e os desafios dos Clubes Sustentáveis.

A mudança promovida ao nível das infraestruturas para tornar os recintos amigos do ambiente, reduzir a pegada ecológica e o impacto económico desse posicionamento estiveram em destaque, sob moderação de Marisa Nobre, responsável de Marketing na EGF, parceiro da Fundação do Futebol neste campeonato da Sustentabilidade Ambiental.

Teresa Santos: "É essencial a coordenação entre a Sustentabilidade e o Clube. No FC Porto, somos certificados em Qualidade Ambiental desde 2007 e temos integrado no nosso modelo de gestão as polícias ambientais. Cada vez mais terá de ser assim, porque nós lideramos pelo exemplo e temos essa responsabilidade. A Sustentabilidade tem de ser pensada a longo-prazo. De início, há um custo, sim, se vamos instalar painéis fotovoltaicos, por exemplo, mas, a longo-prazo, vai haver um impacto financeiro e ambiental, o retorno é muito maior."

Jacopo Romeo: "O futebol tem de estar ligado ao mundo real e a Sustentabilidade Ambiental é uma questão comum. Todos temos de fazer algo, não é um jogador, um clube ou uma associação. Na Udinese, colocámos essa componente na nossa política. Temos um estádio novo, inovador, e decidimos começar a partir daí. Só usamos energia de fontes renováveis e sustentáveis. Queremos tornar-nos o primeiro estádio livre de carbono ou neutro em carbono, em Itália: fizemos o primeiro jogo livre de emissões e queremos continuar neste caminho."

Carolina Petterson Ruiz: "Ainda vemos muitas vezes estes tópicos relacionado com a Sustentabilidade Ambiental relegados para as fundações dos clubes e isto tem de fazer parte da estratégia, do modelo de negócio, tem de ser uma parte fundamental, como sucedede noutras indústrias, e os benefícios também são muitos, há tantas possibilidades de novas receitas. Temos de pensar como uma comunidade e se houver resistência por parte dos clubes, devemos envolver os adeptos, os jogadores, fazer com que eles pressionem, mas acredito que, em poucos anos, a própria regulamentação implicará o futebol nesta área.”